
50 anos....
É incrível notar a data que estamos comemorando em 2008. Há cinco décadas atrás,o Brasil conquistava o seu primeiro título mundial de futebol. Título este que poderia ter vindo 8 anos antes, não fosse a tragédia do Maracanã frente ao Uruguai. Isso foi tão forte que traumatizou a torcida brasileira durante os 8 anos seguintes. Sabe, aquela baixa auto estima que acompanha o brasileiro até os dias presentes. Uma certa desconfiança sobre o que nós, enquanto povo, podemos realizar.
E, miseravelmente, essa baixa auto estima já faz parte da nossa identidade. E em 1958, a situação era essa. Um time totalmente desacreditado foi a Suécia tentar conquistar alguma posição não tão desonrosa. Tipo,um quarto lugar....
Senhores, a desconfiança e a descrença estiveram por trás dos cinco selecionados canarinhos que levantaram a taça de melhor do Mundo. Em 1958, a Seleção embarcou para a Europa desacreditada. Em 1962, no Chile, todos desconfiavam de que a equipe traria o bicampeonato, após perdermos o Rei Pelé, contundido, logo no primeiro jogo do mundial; em 1970,uma certa desconfiança pairava no ar, sobretudo vinda da imprensa que não acredita que Tostão,Rivelino e
Gérson pudessem jogar juntos, já que os três eram canhotos (?).
Gérson pudessem jogar juntos, já que os três eram canhotos (?).1994, nos EUA, quem acreditaria naquela equipe cabeça de bagre com exceção de um baixinho que sempre foi gênio? E 2002, então.... uma seleção recheada de craques, mas que tinha dificuldades de entrosamento tão brutal que por um triz não ficamos de fora do mundial da Coréia-Japão.
Queridos, 1958 marca o início da virada.O mundo se encantava com a seleção canarinho e descobria os dois maiores jogadores da história: Garrincha, o anjo das pernas tortas e um tal Edson Arantes do Nascimento, que não tardaria de receber a merecida alcunha de Rei. Nossa majestade, o Rei Pelé.
Sendo que,aliás,os dois não inciaram aquele mundial como titulares. Foi no decorrer da competição que ambos ganharam espaço e foram se firmando na equipe. E essa dupla, a mais imortal do nosso futebol, enquanto atuou junto, a Seleção brasileira jamais foi derrotada. Porém, ali foi o início de uma grande dupla, mas logo ambos seguiriam caminhos opostos. Pelé se consagraria como a maior lenda do esporte bretão. Superando nomes antes dele e,dificilmente,surgirá aquele que conseguirá superar a sua marca. Já dizia Drummond: "Dificil não é marcar mil gols como Pelé, mas marcar um gol como Pelé." Enquanto que Mané, acabou a carreira no ostracismo e sendo uma sombra de si mesmo.
1958.... ali teve a realização da promessa de um menino que testemunhou seu pai chorar a derrota brasileira em 1950 e aos prantos lamentava o desastre canarinho. Esse menino prometeu:"Pai,eu vou ganhar uma copa do mundo pro senhor". Dali a oito anos, o menino do alto dos seus 17 anos, jogava um futebol de gente grande. De um país igualmente grande e que entrava no clube dos campeõs mundiais, sendo o mais vitorioso de todos 50 anos depois.

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